A depilação a laser é atualmente uma das técnicas mais procuradas para eliminar os pelos de forma duradoura. Contudo, entre as muitas questões que surgem, uma é especialmente delicada: “depilação a laser tem riscos de causar cancro?” Ou ainda, “Posso fazer depilação a laser depois da quimioterapia?”.

Neste artigo, vamos esclarecer todas estas dúvidas com base em evidências científicas e médicas.
Se estás a considerar iniciar ou retomar o tratamento, a láserum está disponível para aconselhar-te com total segurança e profissionalismo e cuidado personalizado.

Depilação a laser causa cancro?

Não.

Até à data, não existe qualquer evidência científica que relacione a depilação a laser com o desenvolvimento de cancro.

Segundo uma revisão publicada na revista Lasers in Medical Science, não há evidências que sugiram um risco credível de cancro associado a tratamentos com laser ou luz intensa pulsada (IPL) para remoção de pelos. Os autores destacam que, apesar de alguns relatos anedóticos, a vasta experiência clínica ao longo de décadas não indica uma ligação entre esses procedimentos e o desenvolvimento de lesões cancerígenas*1.

O laser utilizado para remoção de pelos atua de forma superficial, atingindo apenas o folículo piloso. A radiação utilizada não é ionizante, ou seja, não possui energia suficiente para alterar o ADN das células, que é o que poderia originar um cancro.

 

Depilação a laser após quimioterapia: é segura?

Depilação durante a quimioterapia

Durante o tratamento de quimioterapia, o sistema imunitário é afetado, o que leva, entre outras coisas, a um aumento da sensibilidade da pele. Além disso, certos medicamentos podem induzir a fotossensibilidade.

Por todas estas razões, as sessões de depilação a laser são contra-indicadas durante este período.

Já iniciei o laser antes da quimioterapia. E agora?

Se já iniciou o tratamento de depilação a laser e está prestes a iniciar a quimioterapia, é fundamental suspender imediatamente as sessões. Durante a quimioterapia, tanto a pele como o sistema imunitário encontram-se mais vulneráveis, pelo que continuar o tratamento pode representar riscos acrescidos.

O mais importante nesta fase é preservar a saúde e evitar riscos adversos. Assim que tiver alta médica nesta parte do tratamento e o teu estado estiver estabilizado, poderás considerar retomar o tratamento, sempre sob recomendação médica.

Além disso, será necessário avaliar cuidadosamente as zonas a tratar. Mesmo com a autorização para retomar a depilação a laser, devem ser evitadas áreas diretamente afetadas pelo cancro ou zonas ganglionares próximas, como axilas, pescoço ou virilhas, dependendo do tipo e localização do cancro tratado.

Quando posso retomar a depilação a laser?

Para retomar a depilação a laser com total segurança após a quimioterapia, é essencial seguir algumas etapas fundamentais:

  • Obter alta médica oncológica ou último informe médico— O primeiro passo é garantir que a doença está em remissão completa e que o corpo recuperou ou, se não tiver recebido alta como tal, que a doença esteja sob controlo.
  • Submeter a avaliação médica — O cliente deverá apresentar o relatório de alta médica, o qual será analisado pelo departamento de aconselhamento médico para garantir que não existem riscos associados.
  • Aguardar o período recomendado — Embora não exista um prazo fixo, os especialistas sugerem respeitar um intervalo de segurança para assegurar que o organismo se encontra num estado ótimo.
  • Considerar restrições específicas — Dependendo do tipo de cancro, certas áreas do corpo devem ser evitadas de forma permanente. Por exemplo:
    • No caso de linfoma, zonas como pescoço, axilas ou virilhas não devem ser tratadas.
    • No caso de melanoma, a depilação a laser é totalmente desaconselhada, mesmo após alta médica.
    • Em outros tipos, como cancro de mama ou útero, áreas específicas relacionadas devem ser excluídas do tratamento.
  • Registo e seguimento — Toda a documentação médica deve ser devidamente registrada e atualizada para assegurar que o tratamento decorre de forma adequada e segura.

Em todos os casos, a decisão final sobre a retoma do tratamento será feita com base na avaliação médica e no cumprimento rigoroso dos protocolos de segurança.

E a radioterapia? É o mesmo caso?

Sim.
Tal como na quimioterapia, a pele tratada com radioterapia torna-se extremamente sensível, podendo sofrer danos se exposta ao laser.
É recomendado seguir as mesmas orientações: obter alta médica ou ter o último informe médico e seguir as instruções da tua técnica especialista.

A depilação a laser é uma técnica segura e não está associada ao desenvolvimento de cancro. No entanto, após tratamentos como a quimioterapia ou radioterapia, é fundamental respeitar os tempos de recuperação e obter luz verde dos profissionais de saúde.

Ainda tens alguma dúvida? Encontra a Clínica Láserum mais perto de ti — teremos todo o gosto em esclarecer as tuas dúvidas!

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*1 – Ash, C., Town, G., Whittall, R., Tooze, L., & Phillips, J. (2017). Lasers and intense pulsed light (IPL) association with cancerous lesions. Lasers in Medical Science, 32(9), 2015–2020. https://doi.org/10.1007/s10103-017-2310-y

Perguntas frequentes sobre o cancro e a depilação a laser

1. A depilação a laser pode causar cancro?

Não. O laser utilizado não é ionizante e não altera o ADN das células.

2. Posso fazer depilação a laser durante a quimioterapia?

Não. Durante a quimioterapia, a pele torna-se sensível e o risco de efeitos adversos aumenta. O tratamento só deve ser retomado após a alta médica.

3. Após a quimioterapia, quanto tempo devo esperar para fazer depilação a laser?

O tempo recomendado varia, deves sempre consultar com o especialista e retomar o tratamento apenas com a autorização médica.